Como Conseguir Suas Primeiras Marcas Como UGC Creator

publicado por bloomer 12/08/2026

Para conseguir clientes UGC, o caminho mais rápido é combinar um portfólio simulado com prospecção direta a pequenas e médias marcas, além de cadastro em plataformas que já concentram demanda. Isso resolve o maior gargalo de quem está começando: não ter cases reais para mostrar. Dá para sair do zero e fechar as primeiras entregas em poucas semanas, sem precisar de seguidores nem de agência.

Se você já entende o como ser UGC creator na teoria mas trava na hora de achar quem pague pelos seus vídeos, esse artigo é para essa fase exata. Vou destrinchar o que funciona de verdade, sem enrolação, porque testei e vi outros creators testarem esses caminhos.

Por que a primeira marca é a parte mais difícil

Todo creator novo enfrenta o mesmo paradoxo: as marcas querem ver portfólio, mas você só constrói portfólio depois de trabalhar com alguma marca. É travado assim mesmo. A diferença entre quem sai do zero e quem fica preso nele é a disposição de criar conteúdo especulativo antes de ter um contrato fechado.

Marcas de e-commerce recebem dezenas de mensagens de creators por semana. A maioria manda “oi, tenho interesse em fazer UGC para vocês” sem anexar nada, sem citar o produto, sem mostrar um vídeo. Isso vai direto para a lixeira. Quem se destaca é quem chega com algo pronto para avaliar na hora.

Monte um portfólio mesmo sem clientes ainda

Grave conteúdo comprando produtos pequenos que você já usaria, tipo um creme facial, um suplemento ou um acessório de cozinha, e produza como se fosse um pedido real de marca: unboxing, review sincero, um antes/depois quando fizer sentido. Três a cinco vídeos bem feitos valem mais do que vinte vídeos genéricos.

Um detalhe que muita gente ignora: grave também um vídeo de “apresentação” de 30 a 40 segundos falando direto para a câmera, tipo um pitch curto. Marcas adoram isso porque conseguem avaliar sua entonação e clareza sem precisar assistir tudo.

Sobre equipamento, relaxa: um creator que grava com luz de janela e o clipe do próprio celular já resolve 80% do problema. O que pesa mesmo é o roteiro, o gancho nos primeiros três segundos e a edição limpa. A câmera vem depois nessa lista de prioridades.

Como prospectar marcas diretamente

Prospecção ativa é chato, dá trabalho, mas é o que traz resultado mais rápido para quem está sem nenhum case ainda. Funciona assim:

  1. Liste 30 marcas pequenas e médias do seu nicho (skincare, pet, casa, moda, suplementos) que já vendem em e-commerce e têm Instagram ativo.
  2. Encontre o contato certo: geralmente é o e-mail de parceria no bio ou um DM para o perfil, evitando o “fale conosco” genérico do site.
  3. Mande uma mensagem curta e específica, citando um produto real da marca e anexando (ou linkando) um vídeo de exemplo que você já gravou.
  4. Proponha um teste com valor reduzido ou até uma troca por produto na primeira entrega, deixando claro que é condição de lançamento, não seu preço padrão.
  5. Acompanhe em 5 a 7 dias se não responderem. A maioria das respostas positivas vem no segundo contato, não no primeiro.

O segredo está no passo 3. Uma mensagem tipo “vi que vocês lançaram o sérum X, gravei um exemplo de como faria o vídeo de vocês, segue o link” converte muito mais do que qualquer texto padrão copiado e colado.

Use plataformas para acelerar a entrada

Prospecção direta funciona, mas é lenta e depende de sorte com timing. Uma plataforma para UGC creator resolve isso de outro jeito: a marca já está procurando creator, você só precisa aparecer no lugar certo com o perfil pronto.

Na Bloomer, por exemplo, marcas de e-commerce publicam briefings e você aplica direto, sem precisar caçar contato de ninguém. O processo elimina boa parte da fricção da prospecção fria: não tem e-mail perdido em caixa de spam, não tem espera indefinida por resposta.

CaminhoVelocidade para conseguir a 1ª marcaEsforço inicialIdeal para
Prospecção direta (DM/e-mail)Média a lenta (semanas)Alto, pesquisa manual marca a marcaQuem quer escolher nichos específicos
Plataforma de UGCRápida (dias)Baixo, perfil e portfólio prontosQuem quer volume e recorrência
Indicação de outro creatorVariávelBaixo, mas depende de redeQuem já tem contato na área
Comentar em posts de marcasLenta e imprevisívelMédioComplemento, não estratégia principal

Vale usar os dois caminhos em paralelo. Muitos creators fecham a primeira entrega numa plataforma enquanto ainda mandam DMs por conta própria, sem motivo para escolher só um.

Precificação e primeiros contratos

Na primeira entrega, cobrar pouco (ou trocar por produto) é uma estratégia legítima, desde que tenha prazo de validade. Combine com você mesmo: “faço as primeiras três marcas com valor de entrada, depois subo o preço”. Isso evita ficar anos travado num valor baixo por medo de perder o cliente.

Fique atento a um ponto que aparece direto nas negociações: se a marca quiser usar seu vídeo em anúncio pago, feed institucional ou por tempo indeterminado, isso é buyout para creator e merece cobrança separada da entrega original. Não é chatice, é o padrão do mercado, e marcas experientes já esperam essa conversa.

Outra dúvida recorrente é formal: UGC creator precisa de CNPJ para emitir nota e fechar contrato com marcas maiores. No começo, algumas aceitam recibo simples ou pagamento via PIX como pessoa física, mas ter um MEI aberto já evita entrave em negociações mais adiante.

Erros que atrasam a primeira parceria

Um erro comum é mandar o mesmo pitch genérico para vinte marcas diferentes sem citar nada específico do produto ou da campanha atual delas. Outro é recusar o primeiro job por achar o valor baixo demais, sem considerar que aquele vídeo vira a base do seu portfólio para os próximos dez pitches.

Também tem quem espere a marca “descobrir” o perfil sozinha, sem nunca aplicar ativamente em briefings ou mandar mensagem nenhuma. E tem o extremo oposto: gente que manda quinze vídeos de exemplo de uma vez, afogando quem está avaliando. Três exemplos bem escolhidos bastam.

Marca não contrata quem promete ser bom — contrata quem já mostrou, em vídeo, como resolveria o problema dela.

Perguntas frequentes

Quanto tempo leva para conseguir a primeira marca como UGC creator?

Varia bastante, mas quem combina portfólio pronto com prospecção ativa costuma fechar algo entre duas e seis semanas. Quem só espera ser encontrado pode levar meses sem nenhum retorno.

Preciso ter muitos seguidores para conseguir clientes UGC?

Não. UGC é sobre a qualidade do vídeo e a capacidade de vender o produto na tela, não sobre audiência própria. Marcas usam esse conteúdo em anúncios e nas próprias redes delas, então seu número de seguidores quase nunca entra na negociação.

Vale a pena trabalhar de graça para conseguir o primeiro case?

Trocar por produto na primeira ou segunda entrega é aceitável como estratégia de entrada, com prazo definido. Trabalhar de graça indefinidamente, não — isso desvaloriza seu trabalho e atrasa a profissionalização.

Como faço um portfólio de UGC sem ter cliente nenhum?

Compre produtos pequenos e grave como se fosse um pedido real: unboxing, review, antes/depois quando aplicável. Três a cinco vídeos bem produzidos já servem de amostra para qualquer marca avaliar seu estilo.

Plataformas de UGC substituem a prospecção direta?

Não totalmente, mas aceleram bastante o processo. O ideal é usar os dois caminhos ao mesmo tempo: aplicar em briefings de plataformas e continuar mandando pitches diretos para marcas do seu nicho.

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Se você já tem os primeiros vídeos gravados e quer parar de depender só de DM fria, cadastre-se como creator na Bloomer e comece a aplicar em briefings de marcas reais.