Como Calcular o ROI e o ROAS das Suas Campanhas de UGC
O ROAS de UGC é a receita gerada por uma campanha dividida pelo valor investido nela, e o ROI mostra o retorno percentual sobre esse mesmo investimento. São duas contas simples que, juntas, dizem se vale a pena continuar pagando creators para produzir conteúdo. Se você já gastou em conteúdo gerado pelo usuário e não sabe como provar o resultado pro financeiro, essas duas fórmulas resolvem boa parte do problema.
Por que medir ROI e ROAS separadamente
Muita gente mistura os dois indicadores e acaba tomando decisão errada. O ROAS olha só para a receita gerada em cima do que foi gasto, é uma métrica de mídia, direta, sem desconto de custo. Já o ROI entra no lucro de verdade: desconta produção, ferramentas, o cachê do creator, tudo que saiu do caixa para aquela campanha existir.
Um vídeo de UGC pode ter ROAS excelente e ROI mediano se o custo de produção foi alto demais para o retorno. O contrário também acontece: campanhas com ROAS mais modesto às vezes entregam ROI melhor porque o creator cobrou barato e o conteúdo ainda está sendo reaproveitado meses depois em ugc na página de produto e em anúncios novos.
A fórmula do ROAS
ROAS significa Return on Ad Spend, retorno sobre o investimento em mídia. A conta é:
ROAS = Receita gerada ÷ Valor investido
O resultado normalmente aparece como um múltiplo: “ROAS de 4” quer dizer que cada real investido voltou como quatro reais em vendas atribuídas àquela campanha.
A fórmula do ROI
ROI é Return on Investment, e mede o retorno em percentual sobre tudo que foi gasto: não só mídia, mas produção do conteúdo também.
ROI = [(Receita − Investimento) ÷ Investimento] × 100
O número final já sai pronto para colocar num relatório: “essa campanha teve 220% de ROI” comunica muito mais para um gestor do que “gastamos X e vendemos Y”.
Exemplo numérico simples
Imagina uma marca de cosméticos que contratou três creators pela Bloomer para gravar vídeos de unboxing e depois usou esses vídeos em anúncios no Instagram e TikTok:
- Produção do UGC (pagamento aos creators): R$ 2.000
- Mídia paga usando esses vídeos: R$ 3.000
- Investimento total: R$ 5.000
- Receita atribuída à campanha (rastreada por UTM e pixel): R$ 20.000
Com esses números:
ROAS = 20.000 ÷ 5.000 = 4 (cada R$ 1 investido gerou R$ 4 em vendas)
ROI = [(20.000 − 5.000) ÷ 5.000] × 100 = 300%
Vale um parênteses aqui: puristas de mídia calculam o ROAS só sobre o valor gasto em anúncios, sem contar a produção. Nesse exemplo daria 20.000 ÷ 3.000: ROAS de 6,67. As duas formas são usadas no mercado; o importante é escolher uma e manter o critério igual em todas as campanhas, para poder comparar mês a mês sem distorção.
O que costuma puxar o ROAS de UGC para cima
Nem todo vídeo de creator performa igual, e dá pra observar alguns padrões depois de rodar dezenas de campanhas:
- Gancho nos primeiros três segundos. Se o vídeo não prende de cara, o CTR despenca e o custo por resultado sobe junto.
- Prova social visível. Depoimentos com produto em uso real convertem mais do que vídeos genéricos de “esse produto é incrível”.
- Testes com múltiplos creators. Rodar 4 ou 5 criadores diferentes e escalar só o que performa evita gastar tudo num único formato que pode não funcionar.
- Reaproveitamento em ugc para e-commerce. O mesmo vídeo que rodou como anúncio pago costuma ranquear bem organicamente na página de produto também.
- Briefing claro para o creator. Um briefing de ugc bem feito, com exemplos e tom de voz definidos, reduz retrabalho e entrega vídeos mais alinhados de primeira.
ROI e ROAS lado a lado
| Métrica | O que mede | Fórmula | Quando usar |
|---|---|---|---|
| ROAS | Receita por real gasto | Receita ÷ Investimento | Comparar campanhas de mídia entre si |
| ROI | Retorno percentual sobre o total gasto | [(Receita − Investimento) ÷ Investimento] × 100 | Justificar orçamento pro financeiro |
Erros comuns na hora de calcular
Um erro clássico é contar só a receita da primeira compra e esquecer o LTV de quem chegou via UGC: clientes que descobrem a marca por vídeo de creator costumam voltar a comprar, e essa receita futura raramente entra na conta inicial. Outro problema é misturar período de atribuição: se o vídeo rodou em janeiro mas a venda foi atribuída em março por causa de um ciclo de decisão mais longo, o ROAS daquele mês específico vai parecer pior do que é.
Também vale desconfiar de números “bons demais” sem rastreamento adequado. Sem UTM, pixel configurado e um período de teste razoável (pelo menos duas a três semanas), qualquer cálculo de ROI ugc vira estimativa chutada.
Como a Bloomer ajuda a melhorar esses números
Ter UGC para marcas direto de uma base de creators testados já reduz o primeiro gargalo, que é conseguir volume de conteúdo bom sem gastar meses procurando quem grava bem. Na prática, o processo funciona assim: você abre o briefing na plataforma de UGC da Bloomer, define o tipo de vídeo e o produto, e recebe entregas de creators que já entendem o que funciona para conversão, sem precisar negociar cachê um por um ou gerenciar contrato individual.
Quanto mais rápido o teste roda, mais rápido dá pra identificar qual creator, qual gancho e qual formato puxam o ROAS para cima. A Bloomer nasceu justamente para tirar esse trabalho manual das mãos do time de marketing e deixar a métrica falar.
Perguntas frequentes
Qual a diferença entre ROI e ROAS em campanhas de UGC?
O ROAS mostra quantos reais voltaram para cada real investido em mídia, sem descontar custos de produção. O ROI já desconta todo o investimento (creator + mídia) e mostra o retorno em percentual, sendo mais próximo do lucro real da campanha.
Qual é um bom ROAS para UGC?
Varia bastante por nicho e ticket médio, mas muitas marcas de e-commerce consideram satisfatório um ROAS entre 3 e 5 em campanhas de UGC bem otimizadas. Produtos de ticket mais alto costumam aceitar ROAS menor porque a margem por venda é maior.
Como rastrear a receita gerada por um vídeo de UGC específico?
UTMs distintas para cada criativo, pixel configurado corretamente e, quando possível, um código de cupom exclusivo por creator. Sem esse rastreamento, a atribuição vira aproximação e o cálculo perde precisão.
Produção do vídeo entra na conta do ROAS ou só do ROI?
Depende do critério da equipe. O modelo mais comum de mídia calcula ROAS só sobre o gasto em anúncios; já o ROI sempre soma produção e mídia, porque mede o retorno sobre tudo que saiu do caixa.
Em quanto tempo dá pra medir o ROI de uma campanha de UGC?
Um teste inicial confiável leva de duas a quatro semanas, dependendo do volume de tráfego. Produtos com ciclo de decisão mais longo podem exigir mais tempo antes de o número de receita atribuída estabilizar.
UGC orgânico (sem impulsionar) também gera ROAS?
Tecnicamente não, porque ROAS pressupõe investimento em mídia paga. Mas dá pra calcular um ROI mesmo sem mídia, considerando só o custo de produção do vídeo contra a receita gerada organicamente, por exemplo quando o conteúdo aparece na página de produto ou nas redes sem impulsionamento.
Leia também
- UGC para marcas
- conteúdo gerado pelo usuário
- ugc para e-commerce
- ugc na página de produto
- briefing de ugc
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