Tipos de UGC: os Formatos de Conteúdo Que Toda Marca Deve Conhecer
Os tipos de UGC mais usados por marcas hoje são unboxing, review, tutorial, depoimento, day in the life e comparativo, e cada um resolve um problema diferente dependendo de onde o consumidor está na jornada de compra. Um vídeo de unboxing gera curiosidade no topo do funil. Um review detalhado tira dúvida na hora da decisão. Não existe “o melhor tipo de UGC” no vácuo, existe o formato certo para o momento certo.
Se você ainda está construindo a base do assunto, dá uma olhada em o que é UGC antes de seguir. Esse artigo explica o conceito por trás de tudo que vem a seguir; aqui o foco é outro, mapear os formatos que existem e mostrar, na prática, quando cada um faz mais sentido pro seu produto.
Por que separar por tipo, e não só por “formato bonito”
Uma marca de skincare me contou uma vez que trocou um vídeo de unboxing por um depoimento em texto na mesma campanha, e o CTR caiu quase pela metade. Não era o criador, era o formato errado pro objetivo. Quem está descobrindo a marca reage melhor a um vídeo curto e visual. Quem já está quase comprando quer ver alguém parecido consigo dizendo “funcionou pra mim”.
Isso é a base de qualquer estratégia de ugc marketing: escolher o tipo de conteúdo de acordo com a etapa do funil, não só pelo que parece mais criativo no feed. Um mesmo produto pode, e deve, ter três ou quatro formatos diferentes circulando em paralelo, cada um puxando um público num momento diferente.
Os principais tipos de UGC e quando usar cada um
Existem dezenas de variações, mas a maioria dos criadores da Bloomer trabalha em torno destes formatos:
| Tipo de UGC | O que é | Etapa do funil | Quando usar |
|---|---|---|---|
| Unboxing | Abertura do produto, primeira impressão em vídeo | Topo | Lançamento, produto com embalagem/experiência visual forte |
| Review / avaliação | Análise honesta após uso real, prós e contras | Meio/fundo | Produto com ciclo de decisão mais longo (skincare, eletrônico, suplemento) |
| Tutorial / how-to | Passo a passo de uso ou aplicação | Meio | Produto com curva de aprendizado (maquiagem, tecnologia, receita) |
| Depoimento | Relato pessoal de resultado ou experiência | Fundo | Reforçar decisão de compra, página de checkout, anúncio de conversão |
| Day in the life | Produto integrado à rotina do criador | Topo/meio | Construir desejo e identificação, não “vender” diretamente |
| Comparativo | “Produto A vs Produto B” ou antes/depois | Meio/fundo | Categorias com concorrência direta clara |
| Reação/resposta curta | Vídeo de 15-30s com reação espontânea | Topo | Anúncios de tráfego frio, testes rápidos de criativo |
A escolha certa pesa mais no resultado do que a qualidade da câmera. Um creator que grava com luz de janela e o celular já resolve 80% da parte técnica. O que decide a campanha é ter escolhido review quando precisava de unboxing, ou o contrário.
Tipos de vídeo UGC: o que muda do formato estático
Boa parte dos tipos de vídeo UGC nasce das mesmas categorias da tabela acima, só que em movimento. E o vídeo carrega uma vantagem que a foto não tem: mostra textura, som, reação em tempo real. Um review em vídeo deixa visível a hesitação genuína de quem está testando; em texto, isso se perde.
Dentro do vídeo, três variações aparecem com mais frequência nas campanhas que passam pela Bloomer:
- Vídeo de unboxing com reação ao vivo: sem cortes, sem roteiro fechado, pra parecer o mais próximo possível de um vídeo pessoal real.
- Tutorial em formato vertical: pensado pra Reels e TikTok, com o produto sendo usado em tempo real, geralmente entre 20 e 45 segundos.
- Depoimento em selfie, tipo “conversa de amiga”: falado direto pra câmera, sem cenário produzido, porque é exatamente essa imperfeição que gera confiança.
UGC estático (foto, carrossel) ainda tem seu lugar. Funciona bem em anúncios de catálogo ou posts de feed onde o vídeo autoplay não é a prioridade, mas quando o objetivo é retenção de atenção, o vídeo costuma performar melhor.
Como cada tipo reforça a prova social
Todo tipo de UGC carrega, em algum grau, um elemento de o que é prova social: a ideia de que outra pessoa, parecida com quem está vendo, já validou o produto. Um review carrega isso de forma explícita, com argumentos. Um day in the life carrega de forma implícita, só pela presença do produto na rotina de alguém real.
Prova social não é sobre convencer com dados. É sobre mostrar que alguém igual a você já decidiu antes.
Por isso misturar tipos costuma funcionar melhor do que apostar tudo em um só formato: cada um convence por um caminho diferente, e juntos cobrem tanto quem decide pela razão quanto quem decide pela identificação.
Quer ver isso na prática?
Descrever formato em teoria só ajuda até certo ponto. Se você quer ver como marcas reais aplicaram cada tipo, com print de resultado, roteiro usado e o motivo da escolha, vale conferir esta lista de exemplos de ugc por segmento. Ajuda a calibrar expectativa antes de brifar o primeiro creator.
Um checklist rápido pra escolher o tipo certo
Antes de fechar o briefing de uma campanha, vale passar por estas perguntas:
- Em qual etapa do funil essa peça vai circular: topo, meio ou fundo?
- O produto tem uma “primeira impressão” forte o suficiente pra justificar um unboxing?
- Existe alguma objeção específica (preço, eficácia, durabilidade) que um review resolveria melhor que um depoimento?
- O público-alvo reage mais a linguagem espontânea (selfie, day in the life) ou a conteúdo mais estruturado (tutorial, comparativo)?
- Você já tem mais de um formato rodando em paralelo, ou está apostando tudo numa carta só?
Não tem fórmula fixa aqui. Mas marcas que testam pelo menos dois tipos por campanha tendem a achar mais rápido o que engaja com o público delas.
Se sua marca ainda está montando essa estratégia de conteúdo, a solução para marcas da Bloomer conecta você direto com creators que já produzem nos formatos certos pra cada etapa, sem precisar caçar perfil por perfil. E se você é criador de conteúdo e quer começar a produzir esses formatos para marcas reais, o cadastro de creators está aberto agora.
Perguntas frequentes
Qual tipo de UGC converte mais?
Depende da etapa do funil. Depoimento e comparativo costumam converter melhor perto do checkout, enquanto unboxing e day in the life funcionam melhor pra atrair atenção no topo.
Preciso escolher só um formato de UGC pra campanha?
Não, e geralmente é melhor não escolher só um. Rodar dois ou três tipos em paralelo cobre perfis diferentes de consumidor e reduz a dependência de um único criativo.
Vídeo de UGC sempre performa melhor que foto?
Na maioria dos casos sim, principalmente em redes com autoplay como Instagram e TikTok. Mas em anúncios de catálogo ou e-commerce com foco em produto, a foto ainda cumpre bem o papel.
Quanto custa produzir os diferentes tipos de UGC?
Varia bastante conforme a complexidade: um vídeo de reação simples tende a custar menos que um tutorial roteirizado ou um comparativo com dois produtos. O ideal é orçar por formato, não por um valor fixo genérico.
Como decido qual tipo de UGC pedir pro creator?
Comece pelo objetivo da campanha (atração, consideração ou conversão) e pela objeção que você quer resolver. A partir disso, o formato quase se define solo.