Etapa 1 · Entender UGC

O que é UGC e como uma marca usa esse conteúdo?

Por Equipe Bloomer · Atualizado em 09 de outubro de 2026 · 3 min de leitura

Resposta curta

UGC significa conteúdo gerado por usuários. Em marketing, o termo também é usado para vídeos e fotos produzidos por creators a pedido de marcas, com linguagem próxima à das redes sociais. A marca usa o material nos canais combinados em contrato.

A diferença está em quem publica e no que se contrata. Um influenciador pode levar a mensagem para a própria audiência; em um projeto de UGC, a marca pode contratar o arquivo para publicar em seus canais. A mesma pessoa pode fazer ambos, mas os acordos mudam. O conteúdo encomendado é publicidade; não deve ser apresentado como recomendação espontânea. Antes de gravar, defina objetivo, produto, formato, direitos e como a parceria será identificada quando necessário.

O que é UGC, sem jargão

UGC significa user generated content, conteúdo gerado pelo usuário. Na origem, era o que o consumidor publicava por conta própria. Na publicidade, o termo ganhou um segundo sentido: a marca encomenda o conteúdo a um creator, que grava com a linguagem das redes. Depois, a marca usa o material onde quiser, dentro do que foi combinado em contrato.

Duas consequências práticas:

  • o valor está no vídeo, não no tamanho do perfil de quem gravou;
  • o vídeo entra na rotina da marca: anúncio, página de produto, e-mail, loja, app.

Você não está comprando alcance. Está comprando material.

Como é um UGC de verdade

Teoria é fácil. Veja vídeos feitos pela Bloomer para marcas de setores bem diferentes e repare como o formato muda: do produto em uso para a receita e para a loja.

DemonstraçãoProduto em uso

KiplingModa e acessórios

Em um vídeo, mãos arrumam notebook, livro, carteira e garrafa numa bolsa de viagem, que depois encaixa na mala. No outro, uma bolsa azul acompanha a ida à academia.

Ver o case
Kipling, moda e acessórios

Receita

MantiqueiraAlimentos

A creator mostra a caixa de ovos jumbo, prepara um ovo na panela, serve sobre uma torrada com pasta e prova o prato.

Ver o case

Na loja

AssaíAtacarejo

A creator percorre a loja, passa pelo hortifrúti, empurra o carrinho cheio e finaliza no caixa, com o cartão na mão.

Ver o case
Mantiqueira, em receita, e Assaí, dentro da loja

Uma marca de bolsas, uma de alimentos e um atacarejo seguem a mesma lógica. O que muda é o formato, tema do guia de formatos de UGC.

Os formatos mais comuns

FormatoO que a pessoa fazQuando faz sentido
UnboxingAbre a embalagem e mostra a primeira impressãoLançamento, kit, produto com apelo de embalagem
DepoimentoConta como usa e o que mudou na rotinaProduto de decisão pessoal, serviço
DemonstraçãoMostra o passo a passo de usoProduto que gera dúvida de como usar
ReviewTesta, compara e opinaCategoria com muita comparação
Receita, na loja, campanhaVeja o guia de formatosDepende do objetivo

O formato é flexível, desde que pareça natural e confiável.

Por que o UGC funciona, e o que ninguém pode prometer

Há um argumento e há um limite.

O argumento: quem rola o feed reconhece propaganda de longe. Uma pessoa que usa o produto, no ambiente dela, com a linguagem dela, tende a gerar mais empatia do que uma peça produzida. Esta é a leitura da Bloomer, não um dado. Teste com os seus próprios números. E lembre: o conteúdo é encomendado. Ter jeito de conteúdo espontâneo não o torna uma recomendação espontânea.

Há também um contexto que aponta na mesma direção, vindo de quem estuda o consumidor brasileiro:

O limite: UGC não garante vendas. Vídeo bom com oferta ruim não vende. Por isso o formato costuma ser usado em volume: com várias variações para comparar, a marca descobre o que funciona na própria conta, sem garantia de resultado. O tema tem um guia próprio: UGC em anúncios.

UGC, influenciador, agência: três compras diferentes

Você contrataQuem entregaO que a marca leva
ConteúdoCreatorO vídeo e o direito de usá-lo
AudiênciaInfluenciadorUma publicação no perfil dele
Estratégia e produçãoAgência ou produtoraConceito, campanha, peças

As três podem conviver na mesma campanha. Os guias UGC ou influenciador e UGC ou agência mostram quando cada uma faz mais sentido.

O que combinar antes de gravar

Um bom UGC tem processo por trás: briefing que o creator entende, combinados claros antes da gravação, contrato de cessão de imagem que diz onde o vídeo pode rodar e pagamento ao creator. Sem isso, a marca tem um arquivo. Com isso, tem um material que pode usar.

Na Bloomer, do lado da marca, o fluxo passa por contrato, envio do briefing, escolha de creators, aprovação do conteúdo e pagamento. O passo a passo está em como funciona para marcas.

Se você é creator, o caminho é outro: como funciona para creators.

Perguntas frequentes

O que significa UGC?

UGC vem do inglês user generated content, conteúdo gerado pelo usuário. São vídeos, fotos ou textos feitos por pessoas comuns, no estilo das redes sociais, e não por uma produtora.

UGC é a mesma coisa que marketing de influência?

Não. No marketing de influência, a marca contrata a audiência e a credibilidade de uma pessoa, que publica no próprio perfil. No UGC, contrata o conteúdo e o publica nos próprios canais e anúncios.

Preciso ter muitos seguidores para fazer UGC?

Não necessariamente. Como a marca contrata o conteúdo e não a audiência, pesam a qualidade do vídeo, a naturalidade e a aderência ao produto. Cada marca define o perfil de creator que procura em cada campanha.

Que tipos de conteúdo contam como UGC?

Unboxing, depoimento, review, demonstração, receita, vídeo gravado na loja, vídeo de campanha. O que define o UGC é o jeito (feito por quem usa, no estilo das redes), não o tema.

UGC garante vendas?

Não. UGC é um formato de conteúdo. O resultado depende de produto, oferta, público, canal e execução. Meça com as métricas da sua empresa.

Veja trabalhos selecionados.

Escolha o tipo de vídeo que ajuda a explicar seu produto.