Demonstração explica uma função ou passo. Produto em uso mostra a peça na rotina. Receita acompanha preparo e resultado. Na loja coloca o produto no ponto de venda. Campanha dá voz a uma mensagem mais ampla. Escolha primeiro a dúvida do público, depois o formato e o creator. Um vídeo pode combinar formatos; o briefing precisa dizer qual é o objetivo principal.
Os cinco formatos em uma tabela
| Formato | Quando faz sentido | Pergunta que o vídeo responde |
|---|---|---|
| Campanha | A marca tem uma mensagem ou um lançamento para apresentar | O que a marca quer que eu saiba agora? |
| Demonstração | O produto ou serviço gera dúvida de como usar ou de como funciona | Como isso funciona na prática? |
| Receita | Alimentos, bebidas e itens de cozinha, com passo a passo | O que eu faço com este produto? |
| Na loja | O ponto de venda é o cenário: loja física, atacarejo, showroom | Como é comprar ou ver isto ao vivo? |
| Produto em uso | O produto precisa aparecer em uma situação real do dia a dia | Como isto entra na minha rotina? |
Campanha
O que é: o creator apresenta uma mensagem, um lançamento ou uma campanha da marca, falando para a câmera, no estilo das redes.
Quando faz sentido: quando a marca tem algo específico a comunicar, com início e fim. É o formato mais próximo do que a marca quer dizer e o que mais pede cuidado com alegações.
O que o briefing precisa listar: a mensagem principal, o que é obrigatório dizer, o que é proibido e o que a marca pode comprovar. Em setores regulados, o texto passa por revisão. Combine isso antes de gravar. Veja divulgação e publicidade em UGC.
O risco: soar como comercial lido. Deixe espaço para o creator contar com as próprias palavras.
BradescoBanco
Dois vídeos gravados em casa, com uma caixa vermelha, um cachorro e o aplicativo do banco no celular. A creator fala com a câmera, com legendas.
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ItaúBanco
Em dois vídeos, a creator fala com a câmera, no sofá e, no segundo, também na rua. O aplicativo do banco aparece na tela do celular.
Ver o caseDemonstração
O que é: o creator mostra o produto ou o serviço funcionando, passo a passo.
Quando faz sentido: quando a dúvida "como se usa?" trava a decisão. Funciona para produtos com etapas, serviços digitais e itens cuja vantagem só aparece no uso.
O que o briefing precisa listar: as etapas que precisam aparecer, na ordem; o que o produto faz e o que não faz; os pontos em que o creator não deve improvisar.
O risco: virar manual. Uma boa demonstração mostra a pessoa resolvendo um problema, não percorrendo uma lista de recursos.
AraucoPainéis de madeira
A creator navega pela loja online no notebook e folheia uma maleta de amostras de painéis. O vídeo termina com o endereço da loja online e o logo.
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BATSInstrumentos musicais por assinatura
Em dois vídeos, a creator toca bateria eletrônica e mostra o site da marca no celular. Um pug aparece em cena.
Ver o caseReceita
O que é: o creator prepara algo com o produto, da embalagem ao prato.
Quando faz sentido: alimentos, bebidas, utensílios e tudo o que entra em uma preparação. A receita dá ao produto um motivo para estar na cozinha.
O que o briefing precisa listar: os ingredientes e as quantidades que a marca quer ver; o momento em que o produto aparece; o que não pode constar (por exemplo, afirmações sobre saúde que a marca não pode fazer).
O risco: o produto virar detalhe da receita. Peça que ele apareça cedo e com clareza.
MantiqueiraAlimentos
A creator mostra a caixa de ovos jumbo, prepara um ovo na panela, serve sobre uma torrada com pasta e prova o prato.
Ver o caseNa loja
O que é: o creator grava dentro do ponto de venda: percorre os corredores, escolhe o produto, mostra o ambiente.
Quando faz sentido: quando o varejo físico faz parte da proposta e a marca quer levar a experiência de compra para o vídeo. Combina com campanhas de loja e com lançamentos no ponto de venda.
O que o briefing precisa listar: a autorização de gravação no local (e, se for o caso, quem pode aparecer), o roteiro do trajeto, os produtos e as ofertas que podem ser citados e o que o creator não pode filmar.
O risco: o ambiente não é controlado. Há gente passando, luz difícil e som de loja. Combine o horário e a gravação com a loja antes.
AssaíAtacarejo
A creator percorre a loja, passa pelo hortifrúti, empurra o carrinho cheio e finaliza no caixa, com o cartão na mão.
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GazinVarejo de móveis e colchões
A creator senta e deita na cama montada na loja e fala com a câmera. O colchão e os travesseiros com o logo da marca aparecem em close.
Ver o caseProduto em uso
O que é: o produto aparece em uma situação real do dia a dia, sem roteiro de venda explícito.
Quando faz sentido: moda, beleza, acessórios e tudo o que "vive" na rotina. O vídeo ajuda a pessoa a se imaginar com o produto.
O que o briefing precisa listar: a situação de uso, o que precisa estar visível (detalhe, textura, tamanho) e o que a marca não quer ver (comparações, promessas).
O risco: ficar bonito e não dizer nada. O vídeo precisa deixar claro o que é o produto e para quem ele serve.
Au SableBeleza e cuidados com a pele
Na praia, a creator mostra o frasco, aplica o produto na pele e volta a falar com a câmera.
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EllesseModa esportiva
Em casa, a creator mostra calça, jaqueta, bolsa transversal e boné, peça por peça, e termina com o look completo.
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KiplingModa e acessórios
Em um vídeo, mãos arrumam notebook, livro, carteira e garrafa numa bolsa de viagem, que depois encaixa na mala. No outro, uma bolsa azul acompanha a ida à academia.
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Render ArteDecoração e arte
Um vídeo mostra a caixa aberta e o quadro pendurado na parede. No outro, a creator apresenta um quadro abstrato, a textura da tela e o quadro numa sala.
Ver o caseUm vídeo pode ter dois formatos
Kipling e Render Arte, no bloco acima, estão em dois formatos ao mesmo tempo. É comum: um produto mostrado em uso também ensina como ele funciona. Nesses casos, defina o formato principal. É ele que organiza a abertura, o roteiro e o chamado final.
Unboxing, depoimento, review: onde entram
Os nomes de mercado continuam circulando. Você vai encontrá-los em briefings, em conversas e no glossário:
- Unboxing: abrir a embalagem e mostrar a primeira impressão. Costuma ser um tipo de produto em uso.
- Depoimento: o creator conta como usa e o que mudou. Pode aparecer em qualquer um dos cinco formatos.
- Review: avaliação com pontos positivos e de atenção. Combina com demonstração.
Para escolher entre eles, veja o briefing de UGC.
O formato muda quase tudo no briefing
| O que muda | Campanha | Demonstração | Receita | Na loja | Produto em uso |
|---|---|---|---|---|---|
| Onde o creator grava | Casa ou cenário controlado | Onde o produto é usado | Cozinha | Ponto de venda | Rotina do creator |
| O que o briefing detalha | Mensagem e alegações | Etapas de uso | Ingredientes e momento do produto | Roteiro do trajeto e autorizações | Situação e detalhes visíveis |
| Principal cuidado | Revisão jurídica | Clareza sem virar manual | Produto em destaque | Gravação no local | Dizer o que é o produto |
| O creator precisa saber | Falar para a câmera | Explicar fazendo | Conduzir uma sequência | Gravar em ambiente sem controle | Mostrar com naturalidade |
Use a tabela como lista de perguntas para o briefing. Se uma célula fica sem resposta, o creator vai preenchê-la com o que achar melhor.
Erros ao pedir um formato
- Pedir pelo nome do concorrente. "Quero igual ao da marca X" não diz o que você quer. Diga o que o vídeo precisa fazer.
- Misturar três formatos em 30 segundos. Um vídeo curto aguenta uma ideia principal.
- Esquecer onde o vídeo vai rodar. O mesmo formato pede duração e ritmo diferentes em anúncio, página de produto e loja.
- Não dizer o que mostrar na abertura. O formato organiza o vídeo, mas os primeiros segundos pedem uma decisão própria. Veja gancho em UGC.
Como escolher: três perguntas
- Onde o vídeo vai rodar? Anúncio, página de produto, loja, perfil. O lugar muda o ritmo e a duração.
- O que a pessoa ainda não sabe? Se não sabe como usar, demonstração. Se não sabe por que quer, produto em uso. Se não conhece a novidade, campanha.
- Que formato o seu creator domina? Veja como escolher creators: o portfólio precisa mostrar o formato que você pede.
Depois de escolher, escreva o formato no briefing. "Demonstração, 30 segundos, três aberturas diferentes" orienta mais do que "vídeo de UGC". Para a abertura, leia gancho em UGC.
Teste um formato por vez
Para saber qual formato funciona, siga o procedimento de qualquer teste de criativo: mude o formato e mantenha o resto igual. O guia de como usar UGC em anúncios mostra como montar essa bateria sem se enganar.
Veja todos os vídeos na página de trabalhos. Lá, você pode filtrar pelo formato.
Perguntas frequentes
Quais são os formatos de UGC?
Na Bloomer, a taxonomia tem cinco: Campanha, Demo, Receita, Na loja e Uso do produto. Em conversas de mercado aparecem também unboxing, depoimento e review, que cabem dentro desses formatos conforme o objetivo do vídeo.
Qual formato de UGC é o melhor?
Nenhum, em geral. O formato certo depende do objetivo: ensinar a usar, mostrar um produto em situação real, apresentar uma campanha, levar a loja para o vídeo. Teste formatos diferentes com o mesmo briefing e compare com as métricas da sua conta.
Posso misturar formatos em um mesmo vídeo?
Pode, e vários vídeos fazem isso, como uma demonstração gravada na própria loja. Mas um vídeo curto aguenta poucas ideias. Escolha um formato principal e deixe os demais como apoio.
O formato muda o preço do vídeo?
Pode mudar. Receita e demonstração costumam dar mais trabalho de gravação e edição do que uma fala curta para a câmera. Peça a proposta com o formato explícito e compare o que cada uma inclui.
Como escolher o formato para anúncio?
Pelo papel do vídeo na jornada: o que a pessoa ainda não sabe e que o vídeo precisa mostrar. Um produto que gera dúvida de uso pede demonstração. Um serviço pede relato ou campanha. Teste uma variável por vez.
Preciso de um formato novo a cada campanha?
Não. Muitas marcas repetem o formato que funcionou e variam o gancho e o ângulo. O formato muda quando o objetivo muda.