Etapa 2 · Contratar

Como escolher creators de UGC para o seu projeto.

Por Equipe Bloomer · Atualizado em 09 de outubro de 2026 · 6 min de leitura

Resposta curta

Veja se a pessoa consegue gravar o tipo de vídeo que você precisa. Portfólio, clareza de fala, imagem, som e adequação ao produto ajudam mais que o número de seguidores quando o objetivo é obter conteúdo.

Assista a trabalhos inteiros, não só aos primeiros segundos. Confira se o creator demonstra bem, se a fala soa natural e se o cenário ajuda a entender o produto. Pergunte como recebe o briefing e lida com ajustes. Na Bloomer, um time avalia cada creator pela capacidade de gravar bons conteúdos; a marca decide quem selecionar para a campanha. Não confunda curadoria da base com garantia de resultado de uma peça.

Seguidores não são o critério central

Seguidores medem o tamanho de uma audiência. No UGC, a audiência do creator não é o que você leva: o vídeo vai para os seus canais e para os seus anúncios. O IAB Brasil, ao apresentar a pesquisa #Publi de 2026, resume a mudança de olhar do mercado:

Em uma campanha de influência, um perfil grande pode ser exatamente o que você quer. Em UGC, as perguntas abaixo ajudam mais.

Sete perguntas para avaliar um creator

#PerguntaO que olharSinal de alerta
1Ele já fez o formato que eu preciso?Vídeos de demonstração, receita, produto em uso, loja ou campanha, conforme o seu pedidoPortfólio só de "dancinhas" e trends quando você precisa de uma demonstração
2O que ele grava combina com o meu produto?Categoria, tom e ambiente do conteúdo dele: quem grava receitas no dia a dia fala de comida com mais naturalidade do que de tecnologiaAceita qualquer produto sem perguntar nada sobre ele
3Quem assiste se reconhece nele?Se o creator se parece com o seu cliente em situação de usoFala de quem nunca usaria o produto
4A abertura prende?Os três primeiros segundos de cada exemploComeço longo, com saudação e apresentação
5Imagem e som estão limpos?Luz, áudio, estabilidade, enquadramento verticalSom abafado, contraluz, vídeo horizontal esticado
6Ele fala do produto de forma específica?Nos vídeos anteriores, se o conteúdo mostra uso, cena e detalhe, e não uma fala que serviria para qualquer produtoVídeos que trocariam de produto sem mudar uma palavra
7Aceita as regras de uso?A reação à cessão de imagem, ao prazo e ao uso em anúnciosRecusar ou tratar o contrato como detalhe

Use a tabela como roteiro de reunião ou como checklist ao avaliar perfis. Na Bloomer, a marca escolhe os perfis entre os creators que se candidatam. Para a parte comercial, o caminho é o pedido de proposta.

O menor valor não decide sozinho

Ao comparar perfis e condições, compare o que está incluído, não só o total. Um valor baixo que não inclui variação de abertura, revisão ou uso em anúncios pode sair mais caro depois. Mais sobre isso em quanto custa UGC.

Campanha

ItaúBanco

Em dois vídeos, a creator fala com a câmera, no sofá e, no segundo, também na rua. O aplicativo do banco aparece na tela do celular.

Ver o case

Na loja

AssaíAtacarejo

A creator percorre a loja, passa pelo hortifrúti, empurra o carrinho cheio e finaliza no caixa, com o cartão na mão.

Ver o case
O mesmo critério leva a escolhas diferentes. Um creator que conversa com a câmera sobre o app de um banco e um que percorre a loja de um atacarejo têm habilidades diferentes

O creator certo depende do formato

Não existe "o melhor creator". Existe o certo para um formato. Quem é excelente em receita pode ser fraco em demonstração de tecnologia. Quem conversa bem com a câmera pode sofrer em um vídeo gravado em loja, onde o ambiente não é controlado.

Antes de escolher a pessoa, escolha o formato. O guia de formatos de UGC mostra cinco, com exemplos reais, e o que cada um exige de quem grava.

Perfis diferentes servem a objetivos diferentes

Em vez de procurar "o creator bom", descreva o tipo de habilidade que o seu vídeo exige. Quatro perfis aparecem com frequência:

PerfilO que faz bemCostuma servir paraAtenção
Quem conversa com a câmeraFala natural, olho no olho, ritmo de conversaCampanha, depoimento, serviço, appPode ter dificuldade em mostrar o produto com detalhe
Quem demonstraMostra o produto passo a passo, com mãos e planos de detalheDemonstração, produto com dúvida de usoPode soar técnico demais, como manual
Quem cozinha ou preparaConduz uma sequência com começo, meio e fimReceita, alimentos, utensíliosO produto pode virar detalhe da receita
Quem vive o ambienteGrava em loja, rua, casa, academia, sem controle de cenárioNa loja, produto em usoImagem e som variam mais; combine o local antes

Nenhum perfil é melhor que outro. O erro é pedir a um o que o outro faz bem.

O que a fala do creator revela

A forma como o creator fala do produto diz muito sobre ele, e dá para ver nos vídeos anteriores. Compare duas falas fictícias, de dois creators, sobre uma garrafa térmica:

Vídeo A: "Olá, pessoal! Hoje vou apresentar um produto incrível que vai mudar a sua rotina. Garrafa térmica de alta qualidade, com design moderno. Corre e compra!"

Vídeo B: "A minha água sempre esquentava no meio do treino. Peguei a garrafa no vestiário, coloquei na bolsa e levei pra esteira. Duas horas depois, ainda estava gelada."

A primeira serviria para qualquer produto. Não mostra uso, não separa abertura de desenvolvimento e trata o público como plateia. A segunda tem cena, ritmo e voz de quem usa. Uma fala específica é sinal de que a pessoa pensou no produto, e não em um modelo.

Se o vídeo entregue sair como o A, o problema pode estar no briefing. Quem pede pouco recebe pouco. Antes de descartar o creator, confira se o pedido foi claro: veja como fazer um briefing de UGC.

Comece pequeno e compare

A primeira rodada não precisa dar certo. Precisa ensinar. Contrate poucos creators, com perfis diferentes entre si e o mesmo briefing. Depois, compare:

  1. Quem entendeu melhor o produto?
  2. Quem entregou imagem e som que não precisam de retrabalho?
  3. Quem seguiu o briefing sem perder a naturalidade?
  4. Quais vídeos funcionaram na sua conta, com as suas métricas?

O último ponto decide. Um vídeo que a equipe adorou e o público ignorou perde para um vídeo mediano que vende. Para medir sem se enganar, veja como usar UGC em anúncios.

Quando repetir com o mesmo creator

Se o primeiro vídeo funcionou, a tentação é pedir o mesmo de novo. Vale repetir quando você sabe por que ele funcionou: o formato, a abertura, o jeito de falar. Isso vira instrução de briefing para a próxima rodada e para outros creators.

Vale também abrir espaço, com a mesma frequência, para perfis novos. O público se cansa de um rosto repetido, e um creator novo traz um ângulo que você ainda não testou. Alternar entre repetir o que aprendeu e experimentar um perfil diferente é o ritmo de quem usa UGC como processo, não como compra pontual.

Sinais de alerta

  • Promete resultado. "Esse vídeo vai viralizar" ou "vai vender muito" é promessa que ninguém controla. UGC não garante vendas.
  • Não mostra exemplos, ou só mostra trabalho de outras pessoas.
  • Evita falar de prazo, revisão ou uso. Quem não quer combinar direitos antes de gravar costuma causar o problema depois.
  • Fala como anúncio. Se o texto soa como slogan, o vídeo perde o jeito de conteúdo de gente comum.
  • Exige mais do que o briefing paga, sem dizer o motivo.

O que combinar antes de fechar

Escolhido o creator, o que reduz o risco é o combinado por escrito: quantidade de vídeos e de variações, formato e duração, rodadas de ajuste, prazo de entrega, onde o vídeo pode ser usado e por quanto tempo, quem envia o produto e como será o pagamento. Os pontos de uso estão no guia de contrato de cessão de imagem.

Quem escolhe na Bloomer

Na Bloomer, os creators se cadastram e se candidatam às campanhas. Um time da Bloomer avalia cada creator para garantir que saiba gravar bons conteúdos, e a marca escolhe o perfil por campanha. Não há mínimo de seguidores.

O briefing é o que mais melhora a qualidade dos vídeos. Se você ainda não tem um, o gerador de briefing organiza os campos, e o guia de como fazer um briefing de UGC explica o raciocínio.

Perguntas frequentes

Preciso de um creator com muitos seguidores?

Não necessariamente. Em UGC a marca contrata o conteúdo e não a audiência. Pesam a qualidade do vídeo, a naturalidade e a aderência ao produto. Cada campanha define o perfil de creator que procura.

O que avaliar em um portfólio de UGC?

Se há vídeos no formato que você precisa (demonstração, receita, uso do produto, loja), se a abertura prende, se imagem e som estão limpos e se a pessoa fala como gente e não como anúncio. Compare com vídeos parecidos com o seu pedido.

Quantos creators devo contratar para começar?

Não há número certo. Comece com poucos, com perfis diferentes entre si, e compare o resultado com as métricas da sua conta. O objetivo da primeira rodada é descobrir quem entende o seu produto.

Quem escolhe os creators na Bloomer?

A marca. Os creators se candidatam à campanha e a marca escolhe os perfis com que quer trabalhar. Um time da Bloomer avalia cada creator para garantir que saiba gravar bons conteúdos, e não há mínimo de seguidores.

O creator precisa ter usado o produto antes?

Não necessariamente. Quando a campanha envolve envio de produto, ele pode chegar ao creator antes da gravação. Mas a naturalidade aparece mais quando o creator entende o produto e fala dele com as próprias palavras.

Quer ver quais decisões ficam com a marca?

Veja o caminho do briefing à aprovação do conteúdo.