Escreva primeiro a pergunta que o vídeo precisa responder. Depois liste cenas indispensáveis sem determinar cada palavra da fala. Indique o que não pode ser prometido sobre o produto. Se a marca enviará o item, combine logística e início do prazo de gravação. Se o vídeo vai para anúncios, informe posicionamento e tempo de uso. Mostre um exemplo de tom, mas explique o que importa nele. A verba pode ficar em aberto no primeiro pedido à Bloomer.
Os quatro itens que o briefing da Bloomer pede
No fluxo da Bloomer, a marca informa:
- O objetivo da campanha. Para que o vídeo existe.
- O perfil de creators. Quem deve gravar.
- O conteúdo esperado. O que deve aparecer.
- Quanto quer investir, se quiser. A verba é opcional: dá para pedir a proposta sem informá-la.
Os creators se candidatam à campanha, e a marca escolhe os perfis com que quer trabalhar. Quanto mais precisos os quatro itens, mais os vídeos se aproximam do que você pediu. Mais detalhes em como funciona para marcas.
O que mais entra no documento
| Item | O que escrever | Erro comum |
|---|---|---|
| Objetivo | O uso do vídeo: anúncio, página de produto, perfil da marca, loja | "Aumentar a marca" |
| Produto | O que é, para que serve, o que o diferencia | Colar a ficha técnica inteira |
| Público | Quem assiste, em linguagem de gente | Faixa etária sem situação de uso |
| Mensagem | Uma ou duas ideias | Cinco mensagens em 30 segundos |
| Formato | Duração, proporção, tipo de vídeo | Não dizer se é demonstração, receita ou depoimento |
| Abertura | O que precisa aparecer nos primeiros segundos | Deixar o creator adivinhar |
| O que evitar | Termos proibidos, comparações, promessas que a marca não pode fazer | Descobrir na aprovação |
| Uso e direitos | Onde o vídeo vai rodar e por quanto tempo | Esquecer que vai virar anúncio |
| Prazo | Quando o vídeo precisa estar aprovado | "Para ontem" |
Se preferir não começar do zero, o gerador de briefing de UGC organiza esses campos e entrega o texto pronto.
Comece pelo uso do vídeo
"Aumentar a marca" não orienta ninguém. "Vídeos curtos para anúncio de conversão, com três aberturas diferentes" orienta.
O uso muda o pedido. Conteúdo para anúncio pede uma abertura forte e variações do mesmo tema. Conteúdo para a página de produto pede clareza sobre como usar. Conteúdo para a loja pede outro ritmo. E, se o vídeo vai virar mídia paga, o contrato precisa prever isso desde o início: veja cessão de imagem.
Escolha o formato antes do roteiro
Receita, demonstração, produto em uso, vídeo na loja e vídeo de campanha pedem briefings diferentes. O briefing de uma receita lista o que precisa aparecer em cada etapa. O de uma loja diz o que o creator pode filmar no ponto de venda. O guia de formatos de UGC mostra cada um com vídeo real.
MantiqueiraAlimentos
A creator mostra a caixa de ovos jumbo, prepara um ovo na panela, serve sobre uma torrada com pasta e prova o prato.
Ver o caseQuanta liberdade dar ao creator
Naturalidade é o que o UGC tem de melhor, e um roteiro lido palavra por palavra a perde. Uma divisão que funciona:
- A marca define o obrigatório: informação correta, itens proibidos, o que precisa aparecer.
- O creator decide como contar: palavras, ordem, cenário, tom.
Na abertura, seja mais específico do que no resto, porque é a parte que você vai testar. O guia de gancho em UGC explica como pedi-la. Para montar o texto completo, a ferramenta de briefing atende marcas e agências.
Referência vale mais do que adjetivo. "Natural, como conversa de amigos" não diz nada. Um vídeo de exemplo diz tudo.
Um exemplo, só para mostrar o nível de detalhe
O modelo abaixo é inventado. Não é um cliente.
Repare no que não está ali: nenhum adjetivo sem prova.
Quem escreve e quem aprova
Escreva com quem conhece o produto e com quem aprova o vídeo. Antes, reúna o que costuma ficar espalhado: os termos que o jurídico ou a área de marca não aceitam e as referências de vídeos de que a equipe gostou.
Erros que se repetem
- Pedir tudo ao mesmo tempo. Cinco mensagens em um vídeo curto. Escolha as duas mais importantes e guarde as outras para outras peças.
- Não dizer como o vídeo será usado. Se vira anúncio, creator e marca precisam estar alinhados desde o início.
- Feedback vago. "Não gostei" não orienta o ajuste. Aponte o trecho e diga o que mudar.
Cada campanha mostra o que faltou no pedido. Guarde isso e leve para o próximo: com o tempo, o briefing vira um modelo da marca. Para decidir quem vai gravar, veja como escolher creators.
Perguntas frequentes
O que não pode faltar em um briefing de UGC?
Objetivo da campanha, perfil de creators e conteúdo esperado. Informar a verba é opcional. Também ajudam o produto e seus diferenciais, o público, o que evitar, o prazo e onde o vídeo será usado.
Briefing de UGC precisa ser longo?
Não. Uma ou duas páginas com as decisões da marca claras costumam bastar. Longo e confuso é pior do que curto e específico.
Posso pedir um roteiro fechado ou deixo o creator criar?
Depende do objetivo. Para o que não pode variar (informação correta, itens proibidos), indique pontos obrigatórios. Para ganhar naturalidade e variações, deixe o creator contar com as próprias palavras, dentro dos limites do briefing.
Existe um modelo pronto de briefing de UGC?
Sim. O gerador de briefing de UGC da Bloomer organiza os campos essenciais em um documento pronto para enviar. Ele roda no navegador e o que você digita não é enviado.
Quem deve aprovar o briefing antes de enviar?
Quem vai aprovar o vídeo no fim. Se essa pessoa aparece só na entrega, traz exigências novas que o creator nunca viu, e as revisões se multiplicam.