Etapa 2 · Contratar

Quanto custa UGC e o que precisa entrar na conta?

Por Equipe Bloomer · Atualizado em 09 de outubro de 2026 · 7 min de leitura

Resposta curta

Compare propostas pelo número de conteúdos e creators, pelo tipo de produção, pelos direitos de uso e por quem executa cada etapa. Um preço isolado não mostra o que você recebe.

Comece com uma lista de entregas: quantos vídeos, quais formatos, se há envio de produto, revisões e período de uso em anúncios. Depois veja se contrato, pagamento do creator e acompanhamento estão incluídos. Na Bloomer, a cobrança considera conteúdo e creator; os planos básico e Pro têm escopos diferentes. A verba no pedido é opcional.

Por que este guia não traz tabela de preços

Tabelas de preço de UGC circulam em blogs e redes, com valores precisos. Uma tabela só vale se mostrar como foi feita: quantas propostas, de quais marcas, em que período, para qual tipo de vídeo, com ou sem direitos de uso. Sem isso, é palpite com cara de dado. Nenhuma faixa de preço consta entre os dados de mercado que verificamos para este site.

Por isso, este guia traz duas coisas que servem de verdade: os fatores que mudam o valor e a lógica da conta. Os números, você mesmo coloca ou recebe na proposta. A única referência de preço aqui é a da própria Bloomer, com as condições, mais adiante.

Se você é quem grava e quer saber como precificar o seu trabalho, use a calculadora de preço para creators.

Os fatores que mudam o valor de um vídeo

FatorO que mudaPergunta para fazer
Tipo de vídeoUma demonstração ou uma receita dá mais trabalho do que uma fala curta para a câmeraO que exatamente o creator vai gravar?
DuraçãoMais minutos significam mais roteiro, gravação e ediçãoQual é a duração de cada vídeo?
QuantidadeO número de peças pode mudar o valorO valor muda se eu pedir mais peças?
Variações de aberturaCada abertura extra é um trecho a mais para gravar e editarQuantas aberturas estão incluídas?
Perfil do creatorExperiência, nicho e histórico de entregas pesam na propostaEle já fez este formato?
Direitos de usoOrgânico, anúncios pagos, site, loja: cada canal e o prazo fazem parte do acordoOnde e por quanto tempo posso usar o vídeo?
Produto enviadoO valor do item e o frete entram na conta da campanhaQuem paga e quem envia?
RevisõesCada rodada de ajuste é esforço de quem gravaQuantas rodadas estão incluídas?
EdiçãoLegenda, cortes, versões para cada plataformaO creator entrega o vídeo editado ou o bruto?

A linha que mais surpreende é a de direitos de uso. Um vídeo "barato" que só pode ser usado em um canal, por pouco tempo, pode custar mais do que um vídeo mais caro com direitos amplos, se você precisa do uso em anúncios. Leia contrato de cessão de imagem antes de comparar.

A conta, passo a passo

A lógica que usamos para montar o orçamento de uma campanha:

  1. Defina quantas hipóteses quer testar. Aberturas diferentes do mesmo roteiro, formatos diferentes, públicos diferentes. Cada hipótese vira um ou mais vídeos.
  2. Decida o valor por vídeo que pretende pagar. Se quiser, informe esse número no briefing. A verba é opcional.
  3. Some produto e frete. Se há envio, conte o valor do item e o frete de cada creator.
  4. Some o uso. Se o creator cobrar à parte pelo uso em anúncios, entra aqui.
  5. Reserve uma margem para ajuste, refação ou um vídeo extra.

Em fórmula, sem números: orçamento = (vídeos × valor por vídeo) + produto e frete + uso + margem.

O resultado mais útil dessa conta é o custo por hipótese testada. Ele diz quanto custa aprender uma coisa sobre o seu público. A pergunta "quanto custa um vídeo?" tem como resposta um número. A pergunta "quanto custa descobrir qual argumento vende?" tem uma resposta que vale mais.

Antes de pedir valores, o diagnóstico do primeiro projeto ajuda a decidir o formato, onde o vídeo roda e o que o briefing precisa dizer. Ele não calcula preço, roda no navegador, e o que você digita não é enviado.

Um exemplo da conta, sem preços

Suponha que você queira testar três aberturas do mesmo roteiro com dois creators. São seis vídeos. Com os símbolos da fórmula:

  • vídeos: 6 × V (o valor por vídeo que você combinou);
  • produto e frete: 2 envios (um por creator) × P (valor do produto mais frete);
  • uso em anúncios: U, se cobrado à parte;
  • margem: M, para um vídeo extra ou um ajuste.

Orçamento = 6V + 2P + U + M. Preencha cada letra com um número real, o seu ou o da proposta, e você terá o teto da rodada. O custo por hipótese testada é esse total dividido pelo número de hipóteses (aqui, três aberturas).

Erros de orçamento que se repetem

  • Esquecer o frete e o produto. O envio para cada creator pesa mais do que parece quando o produto é caro.
  • Não reservar margem. O primeiro vídeo raramente é o último. Um ajuste ou um vídeo extra sem verba vira conflito.
  • Pagar por um direito que não vai usar, ou deixar de pagar por um que vai. O uso em anúncios precisa estar decidido antes.
  • Ignorar a renovação. Se o vídeo que funcionou precisa continuar rodando depois do prazo, quanto custa estender? Pergunte antes.
  • Medir pelo preço do vídeo, e não pelo que se aprendeu com ele. O objetivo da primeira rodada é saber o que funciona.

Como comparar propostas

Duas propostas com o mesmo total podem não ser a mesma proposta. Antes de comparar números, compare o que está dentro:

  • Quantos vídeos e quantas aberturas cada uma inclui.
  • Quantas revisões. Uma proposta sem revisão incluída é barata até o primeiro ajuste.
  • Onde o vídeo pode ser usado e por quanto tempo, e o que acontece quando o prazo acaba.
  • Se o uso em anúncios está incluso ou é cobrado à parte.
  • Quem cuida do produto: envio e frete.
  • O prazo de entrega e a partir de quando ele conta.

Use esta lista como roteiro de conversa com qualquer fornecedor. O que não estiver escrito precisa ser perguntado antes da aprovação.

O erro mais caro: comprar pelo menor preço

O custo real de uma campanha de UGC não é o que você paga por vídeo. É o que você paga por vídeo que dá para usar. Um vídeo com imagem ruim, abertura fraca, promessa que o jurídico barra ou direito que não cobre anúncio é dinheiro gasto em material que fica na gaveta.

Escolher bem o creator e escrever um bom briefing podem ajudar a reduzir esse desperdício. Veja como escolher creators e como fazer um briefing de UGC.

UGC, influenciador e produtora: o que comparar

Em alguns casos, o UGC pode custar menos que outros modelos, já que a marca contrata o conteúdo e não uma audiência. Em outros, não: depende de escopo, formato, direitos de uso e do que está incluso. Nenhum percentual redondo sobrevive à pergunta "menos que o quê, em que condições?".

Uma comparação justa usa a mesma régua: quanto custa para a marca ter o material de que precisa, com os direitos de uso de que precisa. Para comparar por critério, leia UGC ou influenciador e UGC ou agência. Em ambos, o preço é só uma linha da tabela.

Receita

MantiqueiraAlimentos

A creator mostra a caixa de ovos jumbo, prepara um ovo na panela, serve sobre uma torrada com pasta e prova o prato.

Ver o case

Na loja

GazinVarejo de móveis e colchões

A creator senta e deita na cama montada na loja e fala com a câmera. O colchão e os travesseiros com o logo da marca aparecem em close.

Ver o case
Formatos diferentes pedem esforços diferentes: uma receita e um vídeo gravado em loja não dão o mesmo trabalho a quem grava

Como funciona na Bloomer

Na Bloomer, não há tabela nem preço fixo. Os valores variam conforme a segmentação da campanha e a quantidade de conteúdos e de creators.

PontoComo é na Bloomer
CobrançaPor conteúdo e por creator
Valor mínimo de referênciaA partir de cerca de R$ 567,90, para 1 conteúdo de 1 creator, no plano básico, já com o pagamento do creator
O que muda o valorSegmentação, quantidade de conteúdos e quantidade de creators
Anúncios pagosIncluídos: o contrato já vem com o direito de imagem liberado para campanha em anúncios, e a marca só informa o tempo de campanha
Pagamento da marcaPix ou transferência bancária, com nota fiscal emitida pela Bloomer
Formas de pagamentoIntegral (100%, em nota única) ou parcelado (50% após a assinatura do contrato e 50% após a entrega final dos conteúdos)

Do lado do creator, cada campanha mostra uma faixa de valor no campo de inscrição, e há um campo de contraproposta para o creator indicar o valor que considera justo.

Pedir proposta é gratuito e sem compromisso, e pode ser enviado sem informar a verba. A resposta leva, em média, 10 dias. Em qualquer plataforma, vale a mesma regra: peça a proposta por escrito, com o que está incluído. A página Preços na Bloomer reúne o que o processo inclui.

Três perguntas antes de definir o orçamento

  1. Para que serve o vídeo? Anúncio pede mais variações. Página de produto pede clareza. Perfil da marca pede constância.
  2. Quanto você aceita gastar para aprender? A primeira rodada serve para descobrir o que funciona. Defina o teto do aprendizado antes de começar.
  3. O que você pode comprovar sobre o produto? Um vídeo que o jurídico barra não vale nada, por mais barato que tenha sido. Chame o jurídico para o briefing, não só para a aprovação.

Perguntas frequentes

Quanto custa um vídeo de UGC?

Não existe preço único. O valor varia com o tipo e a duração do vídeo, a quantidade de peças, o perfil do creator, os direitos de uso, o envio de produto e o número de revisões. Neste guia não publicamos faixa de preço de mercado, porque não temos fonte com método e amostra para sustentá-la. O único número é o valor mínimo de referência da própria Bloomer, com as condições descritas abaixo.

Como a Bloomer define o preço do vídeo?

Não há tabela nem preço fixo. O valor varia conforme a segmentação e a quantidade de conteúdos e de creators, e é cobrado por conteúdo e creator. O valor mínimo fica em torno de R$ 567,90 para 1 conteúdo de 1 creator, no plano básico, já considerando o pagamento do creator.

O uso em anúncios pagos custa à parte?

Depende da proposta. Usar o vídeo no perfil da marca e anunciá-lo são usos diferentes, e o valor de cada um deve estar explícito na proposta e no contrato de cessão de imagem. Pergunte antes de fechar, não depois. Na Bloomer, o uso em anúncios pagos está incluído: o contrato já vem com o direito de imagem liberado para campanha em anúncios, e a marca só informa o tempo de campanha.

UGC é mais barato que influenciador ou que produtora?

Pode ser, em alguns casos, mas não há resposta única: depende de escopo, formato, direitos de uso e do que está incluso em cada contratação, além da quantidade e do tipo de produção que você compara. A Bloomer não publica percentual de economia. UGC não garante vendas.

Vale pagar mais por um creator mais caro?

Vale quando o que ele inclui justifica a diferença: variações de abertura, revisões, direitos de uso mais amplos, qualidade técnica. Compare o que cada proposta entrega, não só o valor total.

Posso pedir proposta sem saber a verba?

Sim. Conte o objetivo; a informação de verba é opcional. Se quiser um ponto de partida, o diagnóstico do primeiro projeto ajuda a decidir formato e o que o briefing precisa dizer. Ele não calcula preço.

Leve esta lista para a conversa comercial.

O pedido é gratuito, e a verba pode ficar em aberto.